Um só, feito em duas partes. Yin e Yan, positivo e negativo, preto e branco; não haveria nada mais para além. Foi, finalmente, um sim que os uniu num laço comum, transformando assim no abraço primo do amor concretizado. Era feliz, a beijar-se, era completo a sentir-se, era amado a amar-se, as suas partes incompletas e disformes não faziam sombra ao seu brilho que além de invisível, ofuscava mais que luz solar, aquecia mais que ardente fogo, asfixiava mais que mortífero fumo.
Unos, finalizou-se o cinjo, e longamente se falou, se olhou, se beijou, se acarinhou, o recém-nascido até que suas partes se despediram para continuarem com suas mortais vidas.
Quando um de seus membros vira costas, nem o primeiro passo se realiza, sente esventrarem seu peito pelas costas. Sem respiração, chega a mão ao seu perfurado peito e torna-se para sua metade com seu coração ainda palpitante na sua mão ensanguentada.
“Porque?!” À medida que vais caindo de joelhos, a pergunta escapa-lhe entre seus lábios. Os seus olhos enchem-se de lágrimas, ela aperta seu coração e logo ele cai redondo no chão.
Ela vira costas e abala-se dali enquanto o corpo morto e o recém-nascido amputado chora.