deVolta

estou devolta a este meu canto de "pequenos felizes fins". Desta vez e de agora em diante, até a vontade mudar, irei publicar "pequenos" apontamento da minha grande história que tenho vindo a desenvolver.
inicialmente estes apontamentos podem não fazer nexo algum devido a serem ja algo avançados na narrativa.
não me vou dar ao trabalho de esclarecer tudo em cada apontamento que publicar devido a estes estarem esclarecidos na minha história final, ou então estarem em posteriores publicações ou ainda por não querer/haver uma explicação.
espero enfim que gostem.

07 April, 2012

Origem de Bark'kin I


Preludio:
Aquando a abertura de Ghad Mur e a destruição de parte de Valahata, o povo Curhós, desintegrado pelas recentes guerras com os pálidos e conflitos civis entre clãs, regiões e classes, expandiu-se para lá das muralhas.
 A princípio apenas os mais aventureiros e em pequenos grupos faziam excursões para encontrarem um mundo novo e gigantesco e era frequente voltarem com novas de coisas extraordinárias. Nesse primeiro impacto com o exterior, muitos dos Curhós morreram devido às “novas “ doenças, isto fez com que houve-se uma certa resistência para os inícios do êxodo de Valahata.
Contudo, dentro de duas gerações de Curhós sobreviventes às intempéries exteriores, devido ao particular poder genético Curhós de “seleccionar” os melhores genes, já se encontravam mais resistentes às “novas” doenças.
Este facto aliado com a devastação de parte de Valahata, a necessidade de suportes básicos de vida e indícios de um novo conflito com os pálidos, fez com que mais e mais Curhós deixassem  os confins de Ghad Mur para se estabelecerem nos arredores e mais além, pois nessa altura o exterior era mais seguro que o interior.
Foi nesse êxodo de Ghad Mur que os Curhós contactaram pela primeira vez com os povos dos Homens Nómadas. No começo, quer os Curhós quer os Homens, estranharam-se e naturalmente houve atritos entre eles, mas rapidamente (relativamente) entraram em amizade simbiótica, chegando até a formar-se comunidades mistas.
Maioria dos Curhós que emigraram foram gente nova, ficando cada vez mais Valahata envelhecida, havendo uma cisão no povo: Os Curhós de Valahata e (primeiro chamados, os Curhós Colonos) os Corhós “exteriores”. Consequentemente houve um crescente domínio anarquista/tribal por parte dos pálidos, a este acontecimento dá-se vários nomes:
-         para os pálidos, O Emergir, pois foi quando maioria dos chefes pálidos uniram-se sob uma bandeira e atacaram vários pontos cruciais na defesa da resistência Curhós que permanecia em Valahata. Durante esta guerra não houve batalhas de renome já que as investidas eram muito mais jogos de subterfúgio e emboscada, excepto uma (e a única) batalha, a dos Campos de Ghema, onde se definiu a vitória para os pálidos.
-         para os Curhós, há duas versões:
a dos Curhós que premaneceram em Valahata e que lutaram na guerra da Revolta Pálida ou posteriormente chamada Queda de Ghad Mur, devido à derrota e termo definitivo da Republica Castrista de Ghad Mur;
a dos Curhós “externos” que viviam fora de Valahata onde apenas se sabia noticias da guerra através de emissários e/ou trocas comerciais com estes e os de Valahata.
Para estes, além de reconheceram as duas denominações acima referidas devido a alguns poucos ainda terem relações fortes com Valahata  e irem em ajuda da Republica, o termo mais em uso é a A Emancipação Pálida.
Após este marco histórico, o domínio e concentração Curhós em Ghad Mur foi-se esbatendo e por fim esquecido havendo apenas um punhado que permanecera através dos tempos, demasiado teimoso para se misturar com outros povos. Os restantes Curhós foram-se desvanecendo com cada nova geração, aglutinados ou mortos por um povo mais forte, disseminados pelas terras em redor, e misturados com genes de gente diferente.

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